DESEJAMOS À TODOS MUITAS FELICIDADES, PAZ E SAÚDE.
QUE DEUS, CRIADOR, DERRAME BÊNÇAOS SOBRE VOCÊ E SUA FAMÍLIA NESTE NOVO ANO QUE ADENTRA.
FELIZ 2026!
QUE HAJA LUZ!
Professor Gneto Lopes
DESEJAMOS À TODOS MUITAS FELICIDADES, PAZ E SAÚDE.
QUE DEUS, CRIADOR, DERRAME BÊNÇAOS SOBRE VOCÊ E SUA FAMÍLIA NESTE NOVO ANO QUE ADENTRA.
FELIZ 2026!
QUE HAJA LUZ!
Professor Gneto Lopes
Neco
Martins - Fundador de São Gonçalo do Amarante
Com a
chegada do Sr. Manoel Martins de Oliveira e de sua esposa, Dona Filomena, no
início do Séc. XX, Anacetaba começou a se desenvolver. Seu Neco, avô do
ex-prefeito Maurício Brasileiro Martins e tio-avô de Salvador Martins,
ex-coletor de Trairi, cedeu o terreno onde foi construída a capela que levou o
nome do Santo de sua devoção, São Gonçalo, e em torno dela nasceu a vila de São
Gonçalo. Como a maioria das famílias que se fixaram no Vale do Curu, os Martins
têm origem do Sertão Central, especificamente de Quixadá, de onde muitos
migraram durante a praga da varíola durante a seca de 1877 e após a crise do
algodão, ou mesmo antes, no auge das charqueadas, nas ribeiras dos grandes
rios, como Acaraú, Mundaú, Siupé e Aracati.
FONTE: Blog Ceará na História

AGENDA - DEZEMBRO
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| FOTO: Vermon mineração |
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| FOTO: semace.ce.gov.br |
São Gonçalo do Amarante-CE possui um Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) em operação, localizado na ZPE, com um grande aterro para resíduos Classe II (comuns) e outro para Classe I (perigosos), operado pela Marquise, com vida útil de mais de 20 anos para os resíduos comuns, sendo uma importante infraestrutura para a gestão de resíduos no estado.
CALENDÁRIO DAS FESTAS DOS PADROEIROS
UMARITUBA - São Pedro.
CROATÁ - N. Senhora do Carmo + Santo Antônio (Violete) + Santa Luzia (Lagoa do Mato).
SERROTE - Nossa Senhora de Fátima.
CÁGADO - (Livro não menciona).
SIUPÉ - Nossa Senhora da Soledade.
TAÍBA - São Francisco.
PECÉM - São Luiz de Gonzaga.
SEDE - São Gonçalo do Amarante.
FONTE: Livro Taba dos Anacés / Autor: Overlan G. Coprreia / p. 26.
Fundação: 27/11/1868
Emancipação Política: 27 DE NOVEMBRO
Gentílico: GONÇALENSE
Unidade Federatíva: CEARÁ
Mesorregião: NORTE CEARENSE
Microrregião: BAIXO CURU
Distância para a capital: 55 KM
Área: 842.635,00
População estimada: 54143
Densidade: 64,25
Altitude: 30
Clima: TROPICAL ATLÂNTICO E SEMIÁRIDO BRANDO
Fuso Horário: UTC - 3
Origem
Distrito criado com a denominação de Paracuru, por pela Lei Provincial n.º 1.020, de 14-11-1862 e por Ato Provincial de 06-07-1863.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Paracuru, pela Lei Provincial n.º 1.235, de 27-11-1868, desmembrado de Trairi. Sede na povoação de Alto Alegre do Paraisinho.
Pela Lei Provincial n.º 1.604, de 14-08-1874, a vila é extinta, sendo seu território anexado ao município de Trairi. Esta mesma lei transfere a sede para Trairi.
Elevado à categoria de município com a denominação de Paracuru, pelo Decreto Estadual n.º 73, de 01-10-1890, desmembrado de Trairi. Sede no núcleo de Paracuru. Constituído de 2 distritos: Paracuru e São Gonçalo. Instalado em 25-10-1890.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Paracuru e São Gonçalo.
Pela Lei Estadual n.º 1.841, de 17-08-1921, é transferida a sede do município da povoação de Paracuru para a de São Gonçalo.
Pela Lei Estadual n.º 1.936, de 12-11-1921, o município de Paracuru passou a denominar-se São Gonçalo.
Pela Lei Estadual n.º 2.368, de 30-07-1926, a sede do município volta a denominar-se Paracuru.
Pelo Decreto n.º 193, de 20-05-1931, o município de Paracuru adquiriu o extinto município de Trairi, como simples distrito.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 8 distritos: Paracuru, Mundaú, desmembrado de Trairi, Passagem do Tigre, Pecém, São Gonçalo, Serrote, Siupé e Trairi.
Pelo Decreto n.º 64, de 07-08-1935, é transferida a sede novamente de Paracuru para São Gonçalo e deu ao município esta denominação.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município já denominado São Gonçalo é constituído de 8 distritos: São Gonçalo, Mundaú, Passagem do Tigre, Paracuru, Pecém, Serrote, Siupé e Trairi.
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20-12-1938, o distrito de Passagem do Tigre passou a denominar-se simplesmente Tigre. Sob o mesmo Decreto o município de São Gonçalo adquiriu o distrito de Umarituba (ex-Umari) do município de Souré.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 9 distritos: Sã Gonçalo, Mundaú, Tigre (ex-Passagem do Tigre), Paracuru, Pecém, Serrote, Suipé, Cuprituba (ex-Umari) e Trairi.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.114, de 30-12-1943, o município de São Gonçalo passou a denominar-se Anacetaba e o distrito de Tigre a denominar-se Paraipaba.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Anacetaba é constituído de 9 distritos: Anacetaba, Mundaú, Paracuru, Paraipaba (ex-Tigre), Pecém, Serrote, Siupé, Trairi e Umarituba.
Pela Lei Estadual n.º 1.153, de 22-11-1953, o município de Anacetaba passou a denominar-se São Gonçalo do Amarante. Sob o mesmo Decreto são desmembrados do município de São Gonçalo os distritos de Trairi e Mundaú para constituírem o novo município de Trairi e ainda são desmembrados os distritos de Paracuru e Paraipaba para constituírem novo município de Paracuru.
Em divisão territorial datada de 1955, o município é constituído de 5 distritos: São Gonçalo, Pecém, Serrote, Siupé e Umarituba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual n.º 6.512, de 05-09-1963, é criado o distrito de Croatá e anexado ao município de São Gonçalo do Amarante.
Pela Lei Estadual n.º 6.664, de 14-10-1963, são desmembrados do município de São Gonçalo os distritos de Pecém e Siupé para formar o novo município de Recém.
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14-12-1965, o município de São Gonçalo do Amarante adquiriu os distritos de Pecém e Serrote, pois o município de Pecém foi criado e não instalado.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 6 distritos: São Gonçalo do Amarante, Croatá, Pecém, Serrote, Siupé e Umarituba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VIII-1983.
Pela Lei Municipal n.º 11.207, de 1986, é criado o distrito de Taiba e anexado ao município de São Gonçalo.
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 7 distritos: São Gonçalo do Amarante, Croatá, Pecém, Serrote, Siupé, Taiba e Umarituba.
Em divisão territorial datada de 2013, o município é constituído de 8 distritos: São Gonçalo do Amarante, Cágado, Croatá, Pecém, Serrote, Siupé, Taiba e Umarituba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2022.
FONTE: https://www.saogoncalodoamarante.ce.gov.br/omunicipio.php
SÃO GONÇALO DE ONTEM E DE HOJE
AUTOR: Gildenor Barbosa
I
Na década de cinquenta
São Gonçalo ainda muito atrasado
Graças a homens ilustres
Não era mais Anacetaba
Nome que anteriormente
Na boca de muita gente
Era muito criticado
II
A comarca era no Arraial
Que sufoco esse povo sofria
Pra falar com o Magistrado
Mais de uma semana perdia
Fazendo um percurso de atalho
De pés, de jegue ou a cavalo
Era de fato muita agonia
III
Para Paracuru ia e voltava
Muitas vezes aconteceu
Por força de chefe político
Que há muito tempo faleceu
Foi para Sôre, hoje Caucaia
Na época houve muita vaia
E muita gente sofreu
IV
O comércio tão pequeno
Que você nem imagina
Seu Dondon no Arapixi
Seu Doca no centro sozinho
Dondon vendendo mescla a Zé Nuto
Também chapéu a matuto
Fumo de rolo e sombrinha
V
Nenhuma avenida existia
Para encontro das pessoas
Rodeavam em torno da igreja
Pra não ficarem tanto a toa
Para que todos entendam
Ainda saiam dizendo
Ô Meu Deus que coisa boa.
FONTE: Livro A história de São Gonçalo - O São Gonçalo do Amarante que me contaram e o São Gonçalo que eu conheci / p. 52, 53 / Autor: José Francisco de Lima Ferreira (Major lima)
As dunas têm perfeito acabamento
De fina alvenaria,
Posto sejam em contínuo movimento,
Cirandando remota alegoria.
As dunas são tecidas d seus lenços:
Ampulhetas enormes, velhos sinos
De doidos pensamentos
Badalando galopes beduínos.
As dunas são efêmeras,
Mas, num dado momento, estão eternas,
No solene silêncio das quimeras.
Mulheres bronzeadas que se estendem,
Com sempre renovada pele tenra,
As dunas se sucedem.
Incontável cardume deu à praia:
Foi instante de quase eternidade.
Eram mil diamantes,
Mais a mais ofuscante claridade
De laca, madrepérola, de jade
Em maravilhoso átimo na areia.
Maré cheia,
O ar levou de volta o que era seu.
E se perdeu,
Na imagem que se esvai,
Rara oportunidade de um haicai.
Uma estrela do mar,
Algumas conchas,
Um pequeno hipocampo,
Velho búzio,
Os corais retirados do arrecife,
Duas boias perdidas nas bonanças,
Mais três ou quatro coisas
Se compõem
Num colar de marinhas esperanças.
Neste trato e sol, areia e sal
Deságua, exausto e só,
Tênue e trêmulo tracinho de água doce,
Aqui findou-se,
Sumindo no mar,
A dura peleja
Da nascente Miranda,
Quase nada,
Com ondas salgadas,
Onde veio, tranquila, se entregar.
E trouxe e traz e doa,
A quem quiser,
Água fria no peito-de-pé,
Lembranças serranas.
À praia plana,
Onde morre e acaba,
Oferece,
Em primeira e derradeira prece,
A alegria miúda das piadas.
Ao pescador não importa
Os sinais cá da terra:
Só lhe toca a leitura,
As linhas tortas,
Do voo que passou.
Sempre acerta.
Tem ouvidos aos lampejos que o mar diz,
Lê na pauta deste arco sob o céu,
Sabe ver quando é tempo e não maldiz,
Jamais,
Gesto que vem dos bisavós dos pais,
O significado das marés.
Quem primeiro o contou
Há muito que partiu.
Até mesmo quem disse,
Já faz tempo, que tudo era crendice,
A contagem dos meses consumiu.
E essa história de vento e maresia,
Logo enredo de lenda e fantasia,
É parte inarredável da paisagem,
Tal qual estes coqueiros e as jangadas,
O canto agora extinto da jandaia,
A lua sobre o mar o plenilúnio,
Temores de infortúnio,
Tudo já tão cantado e recantado.
As palavras passeiam,
E é difícil se essas pegadas na areia molhada
São rastro de vivente ou de visagem.
E de repente exsurge, em pleno breu,
Uma festa de luzes:
Candelabros e cruzes
No perfil de um navio iluminado.
Sob a branca bandeira da memória
Demanda a trajetória
Traçadas pelos barcos do passado,
Falas fenícias se fundem nos ares
Às vozes ancestrais
Dos portos derruídos e dos cais,
Numa bela babel de sete mares.
Zrpa agora o navio afortunado
E talvez rume,
Numa canção de remos e naufrágios,
A alguma tropical última Tule.
FONTE: Livro A história de São Gonçalo - O São Gonçalo do Amarante que me contaram e o São Gonçalo que eu conheci / p. 56-59 / Autor: José Francisco de Lima Ferreira (Major lima)
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| Foto: Diário do Nordeste |
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