S U G E S T Ã O 📣

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quarta-feira 31 2025

QUE DEUS CRIADOR ABENÇOE À TODOS NÓS NESSE NOVO CICLO QUE SE INICIA 📆

 

DESEJAMOS À TODOS MUITAS FELICIDADES, PAZ E SAÚDE.

QUE DEUS, CRIADOR, DERRAME BÊNÇAOS SOBRE VOCÊ E SUA FAMÍLIA NESTE NOVO ANO QUE ADENTRA.

FELIZ 2026!

QUE HAJA LUZ!

Professor Gneto Lopes

terça-feira 30 2025

ANACETABA 🌴⚓


Taba dos Anacés

Anacetaba em tupi quer dizer “Taba dos Anacés”, tribo indígena que dominou principalmente o litoral norte a partir do rio Curu. De mistura potiguara (tupi) com tapuias e tremembé, em Trairi eram conhecidos como pitiguaras, hoje resistindo como anacé. Com a partida de Jacaúna (conhecido também como o primeiro dos grupos familiares Camarão e Algodão) com os padres jesuítas para a criação de aldeias missionárias nas adjacências de Fortaleza, (Anacé) manteve resistência no rio Siupé, continuando instalada em São Gonçalo do Amarante e em Caucaia.

Neco Martins - Fundador de São Gonçalo do Amarante

 Com a chegada do Sr. Manoel Martins de Oliveira e de sua esposa, Dona Filomena, no início do Séc. XX, Anacetaba começou a se desenvolver. Seu Neco, avô do ex-prefeito Maurício Brasileiro Martins e tio-avô de Salvador Martins, ex-coletor de Trairi, cedeu o terreno onde foi construída a capela que levou o nome do Santo de sua devoção, São Gonçalo, e em torno dela nasceu a vila de São Gonçalo. Como a maioria das famílias que se fixaram no Vale do Curu, os Martins têm origem do Sertão Central, especificamente de Quixadá, de onde muitos migraram durante a praga da varíola durante a seca de 1877 e após a crise do algodão, ou mesmo antes, no auge das charqueadas, nas ribeiras dos grandes rios, como Acaraú, Mundaú, Siupé e Aracati.

FONTE: Blog Ceará na História

   NOTA NOSSA   

JACAÚNA (Aquele que tem a cabeça preta):

Jacaúna foi um importante chefe indígena potiguara do litoral cearense, notavelmente atuante no início do século XVII, desempenhou um papel crucial na colonização portuguesa do Ceará.
Papel Histórico:
  • Aliança com os Portugueses: Jacaúna foi um aliado fundamental de Martim Soares Moreno, o militar português considerado o fundador do Ceará.

  • Fundação do Forte de São Sebastião: Com a ajuda de Jacaúna e seu povo, Martim Soares Moreno conseguiu estabelecer o Forte de São Sebastião em 1612, um marco na ocupação portuguesa da região.
  • Resistência e Conquista: A colaboração de Jacaúna foi essencial para que os portugueses superassem a hostilidade inicial de outros grupos indígenas e as dificuldades impostas pelo ambiente, consolidando a presença da coroa lusitana na capitania do Ceará.
  • Figura Literária: A importância de Jacaúna e de Martim Soares Moreno para a história local é tamanha que a relação entre os colonizadores e os povos originários foi imortalizada no romance "Iracema", de José de Alencar, onde Martim Soares Moreno é o "guerreiro branco".

    Portanto, Jacaúna é uma figura histórica central para a fundação do Ceará, cuja atuação se deu no século XVII, em um período de intensos conflitos e alianças entre portugueses, holandeses e diversos povos indígenas.
  • ANACÉ: Significado em Tupi.
  • Na língua tupi, a palavra Anacé significa "parente".

segunda-feira 29 2025

AGENDA ANACÉ - Dezembro 📆

AGENDA - DEZEMBRO

Dezembro de 2025 na Aldeia Anacé (Povo Anacé do Ceará) foi um período de atividades importantes de fortalecimento cultural e político, com destaque para a participação em eventos estaduais como a Assembleia Legislativa do Ceará (ALece) em 9 de dezembro, reforçando a luta dos povos indígenas por direitos e demarcação de terras, e a criação do coletivo de comunicação indígena AFLUENTE em 18 de dezembro, mostrando a força da comunicação vinda do território e a resistência dos povos originários.
Principais acontecimentos:
  • 09 de Dezembro: Representantes do Povo Karão Jaguaribaras (Anacé) participaram da entrega do Prêmio Frei Tito de Alencar de Direitos Humanos na ALece, reafirmando a luta indígena e a oposição ao Marco Temporal, como mostra a postagem no Instagram.
  • 18 de Dezembro: Lançamento do Coletivo de Comunicação Indígena AFLUENTE, nascido na Aldeia Lago do Soares, com o objetivo de dar voz ao território, registrar sua história e lutar contra o silêncio, conforme comunicado da Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará.
  • Destaques no site da SEPINCE: Em 3 de dezembro, o site da Secretaria dos Povos Indígenas destacou a consolidação do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPIN) e a conclusão dos Protocolos de Consulta, eventos que impactam diretamente a comunidade Anacé e outros povos.

sábado 27 2025

MINERAÇÃO EM SERROTE 🦽🚧

 Pedra Blue Deep
FOTO: Vermon mineração

No distrito de Serrote é extraída uma pedra natural exótica, comercializada com os nomes de "Blue Deep" e "Roma Imperiale". 
A "Blue Deep" é notável pelo seu tom predominante de azul profundo com veios circulares. Já a "Roma Imperiale" é uma rocha de tonalidade clara com imponentes veios dourados e marrons. Ambas são rochas ornamentais de alta resistência, extraídas de jazidas próprias da empresa Vermont Mineração, que as comercializa em blocos para uso em projetos internos e externos. 
Além dessas, a região também possui extração de agregados para construção civil, como areia, cascalho e pedregulho, por outras empresas mineradoras. Estudos complementares em sítios arqueológicos na área da LT Serrote identificaram, ainda, núcleos em quartzo. 

sexta-feira 26 2025

CENTRO DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

FOTO: semace.ce.gov.br

 São Gonçalo do Amarante-CE possui um Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) em operação, localizado na ZPE, com um grande aterro para resíduos Classe II (comuns) e outro para Classe I (perigosos), operado pela Marquise, com vida útil de mais de 20 anos para os resíduos comuns, sendo uma importante infraestrutura para a gestão de resíduos no estado. 

Detalhes Importantes:
  • Localização: Rodovia CE-156, km 54, na Zona de Processamento e Exportação (ZPE).
  • Operadora: Empresa Marquise Serviços Ambientais.
  • Capacidade: Área total de mais de 1,5 milhão m², com células para resíduos Classe I e Classe II.
  • Finalidade: Destinação final ambientalmente adequada de resíduos sólidos, substituindo lixões e visando à sustentabilidade.
  • Status: Em funcionamento, sendo um dos aterros sanitários do Ceará, com estudos e licenças ambientais (Semace) para sua operação e expansão.
Para mais informações:

quarta-feira 24 2025

domingo 21 2025

PADROEIROS CATÓLICOS DOS DISTRITOS 🕍

CALENDÁRIO DAS FESTAS DOS PADROEIROS 

UMARITUBA - São Pedro.
CROATÁ - N. Senhora do Carmo + Santo Antônio (Violete) + Santa Luzia (Lagoa do Mato).
SERROTE - Nossa Senhora de Fátima.
CÁGADO - (Livro não menciona).
SIUPÉ - Nossa Senhora da Soledade.
TAÍBA - São Francisco.
PECÉM - São Luiz de Gonzaga.
SEDE - São Gonçalo do Amarante.

FONTE: Livro Taba dos Anacés / Autor: Overlan G. Coprreia / p. 26.

sábado 20 2025

SGA - Dados e Origem

 

Dados do município/localização

 Fundação: 27/11/1868
 Emancipação Política: 27 DE NOVEMBRO
 Gentílico: GONÇALENSE
 Unidade Federatíva: CEARÁ
 Mesorregião: NORTE CEARENSE
 Microrregião: BAIXO CURU
 Distância para a capital: 55 KM

Dados de características geográficas

 Área: 842.635,00
 População estimada: 54143
 Densidade: 64,25
 Altitude: 30
 Clima: TROPICAL ATLÂNTICO E SEMIÁRIDO BRANDO
 Fuso Horário: UTC - 3

Origem

Distrito criado com a denominação de Paracuru, por pela Lei Provincial n.º 1.020, de 14-11-1862 e por Ato Provincial de 06-07-1863.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Paracuru, pela Lei Provincial n.º 1.235, de 27-11-1868, desmembrado de Trairi. Sede na povoação de Alto Alegre do Paraisinho.
Pela Lei Provincial n.º 1.604, de 14-08-1874, a vila é extinta, sendo seu território anexado ao município de Trairi. Esta mesma lei transfere a sede para Trairi.
Elevado à categoria de município com a denominação de Paracuru, pelo Decreto Estadual n.º 73, de 01-10-1890, desmembrado de Trairi. Sede no núcleo de Paracuru. Constituído de 2 distritos: Paracuru e São Gonçalo. Instalado em 25-10-1890.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Paracuru e São Gonçalo.
Pela Lei Estadual n.º 1.841, de 17-08-1921, é transferida a sede do município da povoação de Paracuru para a de São Gonçalo.
Pela Lei Estadual n.º 1.936, de 12-11-1921, o município de Paracuru passou a denominar-se São Gonçalo.
Pela Lei Estadual n.º 2.368, de 30-07-1926, a sede do município volta a denominar-se Paracuru.
Pelo Decreto n.º 193, de 20-05-1931, o município de Paracuru adquiriu o extinto município de Trairi, como simples distrito.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 8 distritos: Paracuru, Mundaú, desmembrado de Trairi, Passagem do Tigre, Pecém, São Gonçalo, Serrote, Siupé e Trairi.
Pelo Decreto n.º 64, de 07-08-1935, é transferida a sede novamente de Paracuru para São Gonçalo e deu ao município esta denominação.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município já denominado São Gonçalo é constituído de 8 distritos: São Gonçalo, Mundaú, Passagem do Tigre, Paracuru, Pecém, Serrote, Siupé e Trairi.
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20-12-1938, o distrito de Passagem do Tigre passou a denominar-se simplesmente Tigre. Sob o mesmo Decreto o município de São Gonçalo adquiriu o distrito de Umarituba (ex-Umari) do município de Souré.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 9 distritos: Sã Gonçalo, Mundaú, Tigre (ex-Passagem do Tigre), Paracuru, Pecém, Serrote, Suipé, Cuprituba (ex-Umari) e Trairi.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.114, de 30-12-1943, o município de São Gonçalo passou a denominar-se Anacetaba e o distrito de Tigre a denominar-se Paraipaba.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Anacetaba é constituído de 9 distritos: Anacetaba, Mundaú, Paracuru, Paraipaba (ex-Tigre), Pecém, Serrote, Siupé, Trairi e Umarituba.
Pela Lei Estadual n.º 1.153, de 22-11-1953, o município de Anacetaba passou a denominar-se São Gonçalo do Amarante. Sob o mesmo Decreto são desmembrados do município de São Gonçalo os distritos de Trairi e Mundaú para constituírem o novo município de Trairi e ainda são desmembrados os distritos de Paracuru e Paraipaba para constituírem novo município de Paracuru.
Em divisão territorial datada de 1955, o município é constituído de 5 distritos: São Gonçalo, Pecém, Serrote, Siupé e Umarituba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual n.º 6.512, de 05-09-1963, é criado o distrito de Croatá e anexado ao município de São Gonçalo do Amarante.
Pela Lei Estadual n.º 6.664, de 14-10-1963, são desmembrados do município de São Gonçalo os distritos de Pecém e Siupé para formar o novo município de Recém.
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14-12-1965, o município de São Gonçalo do Amarante adquiriu os distritos de Pecém e Serrote, pois o município de Pecém foi criado e não instalado.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 6 distritos: São Gonçalo do Amarante, Croatá, Pecém, Serrote, Siupé e Umarituba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VIII-1983.
Pela Lei Municipal n.º 11.207, de 1986, é criado o distrito de Taiba e anexado ao município de São Gonçalo.
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 7 distritos: São Gonçalo do Amarante, Croatá, Pecém, Serrote, Siupé, Taiba e Umarituba.
Em divisão territorial datada de 2013, o município é constituído de 8 distritos: São Gonçalo do Amarante, Cágado, Croatá, Pecém, Serrote, Siupé, Taiba e Umarituba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2022.

FONTE: https://www.saogoncalodoamarante.ce.gov.br/omunicipio.php

sexta-feira 19 2025

O EQUÍVOCO NA IMAGEM DE SÃO GONÇALO

 
Página 33


Página 34


Página 35


FONTE: Livro Taba dos Anacés / Autor: Overlan G. Correia

quinta-feira 18 2025

POESIA 📜 São Gonçalo de ontem e de hoje

 SÃO GONÇALO DE ONTEM E DE HOJE
AUTOR: Gildenor Barbosa

I
Na década de cinquenta
São Gonçalo ainda muito atrasado
Graças a homens ilustres
Não era mais Anacetaba
Nome que anteriormente
Na boca de muita gente
Era muito criticado

II
A comarca era no Arraial
Que sufoco esse povo sofria
Pra falar com o Magistrado
Mais de uma semana perdia
Fazendo um percurso de atalho
De pés, de jegue ou a cavalo
Era de fato muita agonia

III
Para Paracuru ia e voltava
Muitas vezes aconteceu
Por força de chefe político
Que há muito tempo faleceu
Foi para Sôre, hoje Caucaia
Na época houve muita vaia
E muita gente sofreu

IV
O comércio tão pequeno
Que você nem imagina
Seu Dondon no Arapixi
Seu Doca no centro sozinho
Dondon vendendo mescla a Zé Nuto
Também chapéu a matuto
Fumo de rolo e sombrinha

V
Nenhuma avenida existia
Para encontro das pessoas
Rodeavam em torno da igreja
Pra não ficarem tanto a toa
Para que todos entendam
Ainda saiam dizendo
Ô Meu Deus que coisa boa.


FONTE: Livro A história de São Gonçalo - O São Gonçalo do Amarante que me contaram e o São Gonçalo que eu conheci / p. 52, 53 / Autor: José Francisco de Lima Ferreira (Major lima)

quarta-feira 17 2025

POESIA 📜 Pescadores da Taíba

Imagem: Pinterest

PESCADORES DA TAÍBA
AUTOR: Álvaro Martins


As dunas têm perfeito acabamento
De fina alvenaria,
Posto sejam em contínuo movimento,
Cirandando remota alegoria.
As dunas são tecidas d seus lenços:
Ampulhetas enormes, velhos sinos
De doidos pensamentos
Badalando galopes beduínos.
As dunas são efêmeras,
Mas, num dado momento, estão eternas,
No solene silêncio das quimeras.
Mulheres bronzeadas que se estendem,
Com sempre renovada pele tenra,
As dunas se sucedem.

Incontável cardume deu à praia:
Foi instante de quase eternidade.
Eram mil diamantes,
Mais a mais ofuscante claridade
De laca, madrepérola, de jade
Em maravilhoso átimo na areia.
Maré cheia,
O ar levou de volta o que era seu.
E se perdeu,
Na imagem que se esvai,
Rara oportunidade de um haicai.


Uma estrela do mar,
Algumas conchas,
Um pequeno hipocampo,
Velho búzio,
Os corais retirados do arrecife,
Duas boias perdidas nas bonanças,
Mais três ou quatro coisas
Se compõem
Num colar de marinhas esperanças.


Neste trato e sol, areia e sal
Deságua, exausto e só,
Tênue e trêmulo tracinho de água doce,
Aqui findou-se,
Sumindo no mar,
A dura peleja
Da nascente Miranda,
Quase nada,
Com ondas salgadas,
Onde veio, tranquila, se entregar.


E trouxe e traz e doa,
A quem quiser,
Água fria no peito-de-pé,
Lembranças serranas.
À praia plana,
Onde morre e acaba, 
Oferece,
Em primeira e derradeira prece,
A alegria miúda das piadas.


Ao pescador não importa
Os sinais cá da terra:
Só lhe toca a leitura,
As linhas tortas,
Do voo que passou.
Sempre acerta.
Tem ouvidos aos lampejos que o mar diz,
Lê na pauta deste arco sob o céu,
Sabe ver quando é tempo e não maldiz,
Jamais,
Gesto que vem dos bisavós dos pais,
O significado das marés.


Quem primeiro o contou
Há muito que partiu.
Até mesmo quem disse,
Já faz tempo, que tudo era crendice,
A contagem dos meses consumiu.
E essa história de vento e maresia,
Logo enredo de lenda e fantasia,
É parte inarredável da paisagem,
Tal qual estes coqueiros e as jangadas,
O canto agora extinto da jandaia,
A lua sobre o mar o plenilúnio,
Temores de infortúnio,
Tudo já tão cantado e recantado.
As palavras passeiam,
E é difícil se essas pegadas na areia molhada
São rastro de vivente ou de visagem.


E de repente exsurge, em pleno breu,
Uma festa de luzes:
Candelabros e cruzes
No perfil de um navio iluminado.
Sob a branca bandeira da memória
Demanda a trajetória
Traçadas pelos barcos do passado,
Falas fenícias se fundem nos ares
Às vozes ancestrais
Dos portos derruídos e dos cais,
Numa bela babel de sete mares.
Zrpa agora o navio afortunado
E talvez rume,
Numa canção de remos e naufrágios,
A alguma tropical última Tule.

FONTE: Livro A história de São Gonçalo - O São Gonçalo do Amarante que me contaram e o São Gonçalo que eu conheci / p. 56-59 / Autor: José Francisco de Lima Ferreira (Major lima)

terça-feira 16 2025

AS ALDEIAS DA RESERVA TABA DOS ANACÉ

Foto: Diário do Nordeste
A Reserva Indígena Taba dos Anacé, com 543 hectares, abriga comunidades que viviam dispersas entre Caucaia e São Gonçalo do Amarante. Elas foram reunidas em 2018 para mitigar os impactos causados pelo Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). 
Abaixo, detalhes sobre as comunidades que formam a reserva:
1. Matões
Originalmente localizada em Caucaia, era uma das comunidades mais populosas. No território tradicional, os moradores viviam integrados às matas e lagoas, subsistindo da caça, pesca e agricultura de troca. É onde se concentram fortes lideranças espirituais; rituais como o Toré são fundamentais para manter a conexão com a ancestralidade e o território atual. 
2. Bolso
Originária do município de São Gonçalo do Amarante. Assim como Matões, sofreu com desapropriações históricas para a expansão industrial da região. Na nova reserva, a comunidade do Bolso trabalha para reconstruir sua identidade coletiva, focando no resgate de memórias dos idosos e na preservação de práticas culturais tradicionais. 
3. Currupião
Uma das quatro aldeias integradas ao projeto de reassentamento. Seus membros partilham da história de resistência Anacé, que remonta a 1630. Atualmente, os jovens desta comunidade são ativos no ressurgimento cultural, praticando danças típicas como o Coco e o Toré para fortalecer o sentimento de pertencimento ao novo lar. 
4. Baixa das Carnaúbas
Compõe o grupo de famílias remanejadas para a Taba dos Anacé em busca de segurança territorial. Junto às outras aldeias, usufrui da infraestrutura de casas de alvenaria e serviços básicos. A comunidade está envolvida na luta por um progresso sustentável que respeite a vegetação nativa e a agricultura familiar de raiz. 
Estrutura Comum:
Todas as aldeias compartilham espaços coletivos na reserva, incluindo:
  • Educação: A Escola Indígena Direito de Aprender atende as crianças de todas as comunidades com ensino diferenciado.
  • Saúde: Um posto de saúde construído em padrão indígena para atender as 163 famílias residentes.

 

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